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IFPA realiza curso a distância sobre Educação Inclusiva

Criado: Terça, 22 de Outubro de 2019, 11h43 | Publicado: Terça, 22 de Outubro de 2019, 11h43 | Última atualização em Terça, 22 de Outubro de 2019, 11h43 | Acessos: 118

Pensando em melhor atender os estudantes com necessidades educacionais específicas, o Instituto Federal do Pará – IFPA iniciou, na última terça-feira (15), sua primeira turma de capacitação em Educação Inclusiva. Voltado para os servidores do instituto, o curso está sendo ofertado a distância, abordando temas essenciais para o desenvolvimento de ações inclusivas, acessibilidade e procedimentos para atendimento a alunos com deficiência. 

De acordo com a coordenadora do ambiente virtual de aprendizagem – AVA do curso, Roseane Fernandes, a procura pelo curso no período das inscrições foi positiva, evidenciando o interesse institucional em equalizar as oportunidades para todos os estudantes. Foram 156 inscrições para as 80 vagas ofertadas. 

Ainda segundo Roseane Fernandes, entre 2017 e 2018, houve um aumento significativo de alunos com necessidades especiais de ensino no IFPA. A coordenadora do AVA atribui esse fato principalmente ao edital inclusivo, cujas informações são também disponibilizadas na Língua Brasileira de Sinais – Libras. 

“A inclusão se faz por três patamares: o acesso, a permanência e o êxito. No primeiro, estamos muito bem, que é o processo seletivo. Se o aluno não se sente contemplado nas aulas, ele evade. Esse trabalho que estamos fazendo é para que o aluno seja incentivado a permanecer. E se nós conseguirmos proporcionar a permanência, nós terminamos com o êxito”, avalia.

A coordenadora explica ainda que o conteúdo do curso acabou por priorizar o atendimento e a aprendizagem de alunos cegos e de surdos, pois são a maior demanda da instituição atualmente. Dos 142 estudantes com deficiência, 32 possuem algum grau de cegueira e 33, de surdez; ou seja, quase 46% das pessoas com deficiência matriculadas no IFPA são cegas ou surdas. 

Esses números estão distribuídos entre 15 dos 18 campi do IFPA e são levantados pelo instituto por meio da autodeclaração do aluno, no ato da matrícula, ou pela observação de professores e técnicos no decorrer das atividades regulares de ensino, que pode levar a um diagnóstico. Daí a importância da sensibilização e atitude dos servidores. “A inclusão é feita de leis, de sistema, de uma série de coisas, mas se não tiver atitude, não vai chegar a lugar nenhum”, conclui Roseane.   

Atitudes inclusivas desde a capacitação

Roseane Fernandes, que é também a responsável pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais – Napne no IFPA, conta que um grande diferencial do curso está sendo a forma de participação de tradutores de Libras dos campi IFPA Abaetetuba, Ananindeua e Parauapebas nas apresentações do curso e de seus módulos. Nos vídeos, os professores de conteúdo e os tradutores dividem a tela igualmente, meio a meio. 

“Normalmente, faz-se a tradução em Libras de forma que fique em uma janelinha. Como estamos trabalhando com inclusão, pensamos que a língua portuguesa é tão importante quanto a língua de sinais. Então, fizemos de uma forma que as duas línguas estejam dialogando na mesma base”, explica. “O nosso tradutor do campus Abaetetuba [José Edivaldo Santos Junior] ficou muito emocionado, porque é a primeira vez que ele visualiza uma ação em que os dois [professor e tradutor] estão no mesmo patamar”, continua.

Foto: Professor Carlos Diego Ferreira e tradutora Jaciane Nascimento ocupam a mesma proporção de tela em vídeo do curso (Fonte: print do vídeo original)

Além do acesso a uma bibliografia direcionada, o curso foca no uso do fórum entre estudantes. “O fórum tem o objetivo de possibilitar a troca de vivências entre nós, pessoas que trabalham com a inclusão neste instituto. Essa troca vai permitir que possamos melhorar nossas ações na recepção, de forma atitudinal com o indivíduo”, explica.

Capacitação em Educação Inclusiva

O curso de capacitação em Educação Inclusiva segue até 27 de dezembro. É uma realização do IFPA por meio do Departamento de Assistência Estudantil e Ações Inclusivas, em parceria com a Coordenação de Desenvolvimento e Avaliação – CDA e o Centro de Tecnologias em Educação a Distância – CTEAD. Contou também com o apoio dos campi IFPA Abaetetuba, Ananindeua, Belém, Castanhal, Itaituba, Parauapebas e Tucuruí. 

No total, serão 80 horas de curso, divididos em cinco módulos. A partir dos resultados dessa primeira turma, será avaliada a possibilidade de novas ofertas ou ainda que o curso seja ampliado para uma formação inicial e continuada – FIC, aberto para outros públicos. 

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